Comunistas da Europa
agradecem à ‘classe operária e ao povo irlandês’
 

Os comunistas portugueses e partidos congéneres da União Europeia congratulam-se com o ‘Não’ no referendo que «põe fim ao Tratado de Lisboa»

O PCP e quinze outros partidos comunistas «e progressistas» da União Europeia saúdam o povo irlandês por ter rejeitado o Tratado de Lisboa e afirmam que o resultado «impõe, de imediato, a suspensão dos processos de ratificação em curso», dado que «a vitória do 'Não' na Irlanda põe fim ao Tratado de Lisboa».

«Os partidos comunistas e outras forças de esquerda e progressistas dos países da União Europeia saúdam a classe operária e todo o povo irlandês pelo seu inestimável contributo para travar o caminho que o Tratado encerrava e felicitam-se pelo resultado alcançado», lê-se na tomada de posição comum divulgada esta terça-feira.

Os partidos comunistas avisam que «não há mais espaço para manobras dilatórias que visem contornar a rejeição do Tratado, como aconteceu em 2005 perante a vitória do 'Não' dos povos francês e holandês».

O que os irlandeses derrotaram no referendo do dia 12 de Junho (em que o 'Não' obteve 53,4% dos votos) foi o «aprofundamento do neoliberalismo e do militarismo e da concepção de União Europeia como um directório de grandes potências».

Os partidos consideram o resultado do referendo «de enorme importância e de grande alcance político», tanto mais por ter sido conseguido «no quadro de enormes pressões por parte dos principais líderes da União Europeia».

Além do PCP, subscrevem a declaração os partidos comunistas da Alemanha, Grã-Bretanha , Dinamarca, Espanha Finlândia, Luxemburgo, França, Grécia, dois partidos comunistas irlandeses, o Partido do Trabalho da Bélgica, o Novo Partido Comunista da Holanda, o Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros, o Partido dos Comunistas Italianos, e o Partido Comunista da Boémia e Morávia.

Para o futuro, estas forças políticas manifestam apoio «às importantes lutas em curso em vários países da Europa em defesa dos direitos sociais e laborais erguendo uma forte barreira à ofensiva capitalista neoliberal».

SOL

O anti-Europeísta editou às 18:28